16 dezembro 2013

Em louvor à Trindade, somos comunidade. Amém






[Leia esse texto ouvindo O Amado.]

“Teu olhar, por certo me atraiu e a Tua voz ainda ressoa em mim...”


2008. 05 de Abril, pra ser mais exato. Nesse dia começava a trilhar um caminho que, ao olhar pra trás, por mais que tenha sido tão curto o caminho ainda, vejo como Deus cuidou de mim e sonhou pra que naquele dia 05 tudo começasse.
“Comunidade é onde o desejo de Deus vem à tona.” Nado, começou o retiro com essa frase. Na verdade, foi com outra, mas vamos nos atentar a essa e ver a outra depois. DESEJO DE DEUS VEM À TONA! Quão grandioso isso representa. Tem fundamento. Pesa...
Dar o sim à Comunidade Trindade Santa, lugar onde Deus sonhou comigo, é deixar que Deus em seu infinito amor realizasse seus sonhos em mim e através de mim. Dar o meu sim é renunciar aos meus “pré-planos” de vida. É descobrir que dar o passo da consagração não é perda de vida ou de sonhos. É uma aceitação plena de tudo que Deus sonhou pra mim. Não estou abrindo mão do meu sonho de faculdade, ou de casar, ou de passar naquele concurso. Estou apenas perguntando “Senhor, o que tens pra mim?” é a faculdade? Ela virá. É o casamento? No tempo certo, no seio da minha comunidade, Deus me contemplará com tudo e muito mais do que eu tinha planejado.
Fora da Comunidade eu teria a faculdade, alcançaria as metas sim. Afinal, meu esforço me levaria até cada uma delas, mas faltaria algo. Sempre faltaria. Sabe aquele gostinho la no fundo que falta? Então... Seria assim a MINHA vida. Com certeza.
Em seus diferentes setores e projetos alcançamos mães, filhos, dependentes químicos. Antes disso, fomos alcançados. Cada um de nos que se consagra nesse ultimo domingo antes do Natal, de certa forma fomos alcançados. Cresci com missões que me foram confiadas. Descobri e cresci em dons pessoais e vi que Deus tem planos pra mim no que Ele me fez ser bom e me capacita cada dia mais. E vejo o reflexo de todo crescimento no meu trabalho, nos meus relacionamentos pessoais e familiares. Deus me fez um ser humano melhor.
Papa João Paulo II, em 1998, no congresso mundial dos movimentos eclesiais e das Novas Comunidades nos disse:
"As novas comunidades surgiram como resposta providencial, suscitada pelo Espírito santo, aos desafios de uma cultura secularizada, que difunde modelos de uma vida sem Deus."
E isso que tento e busco a cada dia como membro da Comunidade Trindade Santa. Ser uma resposta a um mundo que não tem direção, que não se firma em Deus e tampouco busca conhece-lo. Que com meu sim, eu seja essa ferramenta. Esse humilde servo da vinha do Senhor.
De 2008 ate hoje foi um namoro. Tempo de conhecimento. De aprofundamento. De preparação pro casamento. Retiros – “Você se considera uma flor primaveril da Igreja?” – Encontros, shows, campanha de cadeira, campanha de oração, jantares e almoços, missões em alguns lugares que nem imaginávamos que existisse e lugares que nem sonharíamos ir tão longe em tao pouco tempo.
Ganhamos um terreno já em 2009 e em Janeiro de 2012 já tínhamos um teto erguido. Quanta pressa Deus teve e tem conosco! Nesse meio tempo, abrimos nossa associação e a Comunidade começava a ter um rosto jurídico. Conquistamos, com muita luta, um carro para as missões, uma loja, um escritório e em 2014 começaremos uma obra social gigantesca em Itaperuna e região.
Dia 22 de Dezembro é o dia que Deus escolheu pra ser o grande dia. Um verdadeiro casamento. Dias fáceis e difíceis. Muita luta em cada um deles. Mas o mesmo Deus que me fez chegar ate aqui me faz enxergar possibilidade onde eu não vejo. Onde minha visão limitada e humana não alcança. Muitos dias doloridos, mas movidos pela esperança. Assim eu dou meu sim. Mais esse passo.





 

“O que faria eu se não fosse o Teu amor, Senhor?
Como seria feliz se não fizesse o que me manda meu Senhor?
Tornar-me um consagrado por amor”


09 dezembro 2013

Tempo de Deus e maturidade



"Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a ação de graças. E a paz de Deus, que excede toda a inteligência, haverá de guardar vossos corações e vossos pensamentos, em Cristo Jesus." Filipenses 4, 6-7 



Lendo o livro do Adriano Gonçalves - QUERO UM AMOR MAIOR - eu me deparei com uma reflexão que ecoou forte em mim. 

"O tempo de espera e como esperamos revela o nível de maturidade que temos."

Busquei um versículo bíblico que me desse alguma base nisso e me deparei com Filipenses.
Nosso coração são como nossas emoções e nossa mente nosso racional. Tudo isso está guardado se estivermos em Deus. Esperar acaba sendo um tempo de intimidade e caminho com o Senhor.
Mas ok, e a maturidade onde entra? 
Antes, um breve estudo etimológico da palavra maturidade.

Do Latim MATURITAS, de MATURUS, “o que vem cedo, maduro, a tempo, em momento favorável”, particípio passado de MATURARE, de MANE, “cedo, relativo à manhã”.  Daí o significado de “oportuno, o que se desenvolve plenamente, em tempo adequado”.
Dentro de uma visão psicológica, diz-se o ser humano maturo, aquele que tem uma grande experiência de vida e uma visão melhor dessa no seu sentido filosófico. Uma pessoa que passa por derivados estágios, segundo Piaget que tem que passar, para atingir a fase de maturação,ou seja; o ser humano está sempre em transformação passando por várias experiências assimilando e acomodando cada uma de acordo com suas necessidades... A maturação, nesse sentido, pode ocorrer após ou durante uma crise psicológica, desencadeada, geralmente, por algum evento importante na vida do indivíduo. É um processo essencial no desenvolvimento individual. A maturação controla o crescimento físico e o tempo de aparecimento de atividades motoras como os reflexos de arranhar, engatinhar, etc. É o desenvolvimento do organismo como ou na função do tempo referente a transformação neurofisiológicas e bioquímicas que tem desde o começo da vida até a morte. (Wikipedia)

Oportuno. Momento favorável. Agora ficou fácil. Esse tempo de espera é o que Deus usa para nos fazer crescer e estar pronto para o que Ele quer pra nós. Deus tem pressa. Isso é certo. Mas as demoras em nossa vida são um processo de crescimento, de cura, de autoconhecimento. Entende?
Esperar com maturidade significa não espernear com Deus. Não é bancar a criança mimada que quer-porque-quer e quer que o tempo de Deus seja agora. Mas também não é encostar e esperar o paraquedas chegar bem na sua frente portando o que tanto espera. Espera é luta. É um caminho de duas vias. - "Uma é Minha, a outra eu deixo pra você" vai dizer Pe Fabio – Cabe a Deus sonhar e projetar o melhor pra sua vida, e isso ele já o tem desde que sua mãe descobriu que estava grávida. E cabe a nós correr atrás do que Deus quer. Deus sonhou com você médico, engenheiro, um professor. Mas o que você faz ou fez pra chegar lá? Se preparou estudando, virando noites nas vésperas das provas... Deu duro. Pois bem, assim é com todo o resto. 
"Quero uma pessoa de Deus." E ai? Ai, a menos que você queira namorar um paraquedista, a pessoa amada não vai cair do céu. O termo "esperar a pessoa" é errado. Não é pessoa certa que vai passar e a trombeta vai tocar. (Isso se chama apocalipse.)
O que a gente tem que esperar é a gente mesmo. Esperar estar pronto, curar o que precisa ser curado. Aprender que tem coisas que a gente busca em um namoro, em um amigo, mas que só Deus preenche. Esse é o tempo de espera. De se amar, se conhecer. Se cuidar pra si mesmo. Um amigo usa essa expressão que é bem aplicável: "O caldo tem que tá fervendo, pronto. A outra pessoa só chega pra engrossar o caldo." E é um fato. O tempo de espera é o nosso caldo que está no fogo. Sendo preparado, temperado por Deus com todo carinho e amor. 
Esse é o tempo de Deus. Tendo chegado a essa etapa, ai sim, a gente está pronto pra maravilha que Deus sonhou pra nós. Isso é maturidade alcançada.
Qual meu grau de maturidade com o tempo de Deus? 
Fácil analisar. Quando algo que eu esperei em Deus não acontece, qual a minha reação? Me revolto com Deus, fazendo ameaças de sair do caminho Dele? 
Questiono o tempo Dele a todo momento, apressando-o ao meu tempo?
Fico com uma aqui, outra ali pra saber qual que é a de Deus? Afinal só vou saber experimentando, certo?
Errado. O que eu planejei e sonhei com Deus não aconteceu por não ser a hora ou o tempo? Louvado seja, pois maiores coisas Ele tem pra mim!
Estava de olho naquela menina, mas não rolou? Paciência. Não que ela não pudesse ser a certa, mas eu que não era o certo pra ela naquele momento!
E o mais importante da maturidade é a constância. Ache o ritmo seu com Deus. Um ritmo verdadeiro, sem máscaras, sem esquinas. Permaneça Nele, mesmo que todos passem, que o mundo passe - como está passando - permaneça. Tenha certeza que o melhor sempre vem Dele e espere. Espere na luta. Espere trabalhando na obra mais linda que Ele poderia ter criado e que Ele mais ama. Você!


E quanto à leitura, vale a pena:
Quero um amor maior, ed 2012.
GONÇALVES, Adriano. Editora Canção Nova.

16 setembro 2013

Visita da Tristeza



A casa estava vazia fazia um tempo. Chego em casa. Hoje tem visita. Dou um oi pra tristeza. Ela estava passando pela cidade e veio me ver. Há muito não me visitava. Até tentei recusar sua visita. Disse que ia viajar, que não estaria em casa. Mas ela me esperou na porta.
Nada contra ela, mas não tenho saudade e nem noto sua ausência. Sua presença era até um tanto quanto incômoda. Mas convivendo esses dias, dessa vez percebi que ela faz a diferença em minha vida.
Nunca tinha parado pra ouvi-la. Ela chegava em casa e o clima mudava. O silêncio era o que mais se podia ouvir. O silêncio e a TV. Até ela ir embora e melhorar o ambiente. Dessa vez foi diferente. Deixei que ela falasse pra ver, quem sabe, ela não voltasse mais, mas acabei me surpreendendo com o que ouvi.
Ela veio só pra me mostrar o quanto a tal da alegria faz falta. Ela fica no meu ouvido sussurrando tudo de bom que a alegria faz quando está presente. Me fez reparar que a alegria não é como ela. Não é visita. Ela vive comigo. Tem endereço fixo e é o mesmo que o meu.
Mas se ela mora comigo, porque sinto que ela é só uma visita? - Perguntei à tristeza - Passo semanas sem vê-la dentro da minha casa. Como ela pode morar comigo? E se ela mora comigo, por que ela foi embora?
Ela é discreta. Em meio a toda correria do dia-a-dia ela está ali, firme ao seu lado, te acompanhando silenciosamente. E ela não pesa. Anda com você o dia todo e em nenhum momento carregá-la te faz cansar. Você não percebe por que passa a ser normal viver com a alegria. Mas ela tem lá os gostos dela. Não gosta de dias nublados e você sabe disso. Mas o que ela não curte mesmo são umas visitas. A decepção, a impaciência e a ansiedade quando entram pela porta da frente, ela está saindo pela porta dos fundos. Pra evitar conflito. Se a solidão passa pelo caminho dela, tem briga na certa. Comigo ela até convive, embora seja desconfortável nós duas ao mesmo tempo no mesmo ambiente.
Mas dessa vez, ela saiu por um tempo pra deixar você pensar. Ela entende que você precisa de um tempo sem ela pra refletir e sabe que com ela, você não tomaria certas decisões que são muito importantes. E me pediu que passasse por aqui pra gente ter essa conversa.
Acho que é isso. Entenda. Eu sou visita. Viajante. Sim, algumas pessoas me abrigam por temporadas em sua morada. Não sou mal educada. Fico pra não fazer desfeita, já que fazem questão da minha presença. Mas eu estou com você e a alegria é com você! Eu vou embora. Ela sempre vai estar com você. Mesmo não presente no momento, uma hora ela volta.
Sempre que achar que ela não está aqui olhe o bilhete na porta da geladeira.
“Já volto. Alegria.”
Vou indo. É melhor você arrumar a casa pra recebê-la.

07 junho 2011

Player 1: Jesus

De um tempo pra cá eu tenho vivido experiências, questionamentos que não são mais novidades, mas que volta e meia eles aparecem só pra me complicar.
Dúvidas sobre o que fazer, pra onde ir... Como se não bastasse a auto-cobrança, a pressão familiar é intensa. Entendo. Eles só querem o meu bem. Ou assim o tentam. Mas sei, que mesmo eu não entendendo, Jesus tem e sabe o que é melhor pra mim. É a minha única certeza.
Aprendi, do jeito mais difícil, a deixar Deus ser Deus em minha vida. Eu tratava Jesus como aquele amigo que me empresta tudo quando peço, e que no meu aniversário me deu um playstation.
Na minha casa eu ditava as ordens. No meu playstation, eu jogava primeiro. Se eu "morresse" era a vez dele. Demorei reconhecer que Ele joga melhor do que eu. Enquanto Ele abria caminhos, marcava pontos extras eu pegava o controle e perdia fácil. Fazia pirraça - Não vou passar a vez! - Como disse: O playstation é meu! Só quando chegava nas fases mais difíceis que não tinha como mesmo, eu lhe passava o joystick e o deixava passar a fase. Mas logo depois eu retomava o controle.
Um dia desses, uma confiança dessas de "sou valente" me deu a certeza que eu conseguia passar uma fase difícil. Errei. Quebrei a cara e quase quebro o controle de desespero. No último minuto de chance, gritei meu Amigo. - Me ajuda! Vou perder! E ele, sem dizer nada, assumiu o controle e passou mais uma fase pra mim.
Sei que não jogo bem. Ele joga bem melhor, mas mesmo assim não gosta de jogar sozinho. Gosta que eu tente e em qualquer dúvida, medo, incerteza, Ele está ao meu lado pra me dizer o que fazer... Ele sempre esteve, mas eu nunca perguntava. O bom mesmo é já passar o controle pra Ele, sabe.
Hoje eu amo meu playstation, mas Jesus sempre está com o Joystick.

14 abril 2011

O valor do sacrifício


“O fazendeiro tinha um lindo cavalo que um certo dia adoeceu gravemente e já não conseguia mais parar em pé. Ao ver o cavalo sofrendo tanto, resolveu chamar um veterinário.
O veterinário examinou-o durante um longo tempo e, por fim, observou:
- Olhe, o seu cavalo está com uma virose muito grave. Eu dei-lhe uma injeção, mas não sei se o bicho vai reagir. Amanhã eu voltarei e se ele não reagir, infelizmente teremos que sacrificá-lo. E foi embora.
O porco, vizinho de estábulo do cavalo, ao ouvir a conversa, ficou compadecido com a situação do amigo.
- Ei, você tem de reagir - recomendava. - Não pode se entregar desse jeito. Descansa bastante hoje a noite e amanhã você estará novo em folha. O cavalo relinchou baixinho, agradecendo.
No dia seguinte, o cavalo continuava deitado quando eles chegaram.
- É infelizmente vamos ter de sacrificá-lo. - Lamentou o veterinário.
E o porco, quase desesperado:
- Ei, amigo. Levanta! Vamos, força! É agora ou nunca!
Nisso, num esforço fenomenal, o cavalo levanta-se lentamente e depois sai correndo.
- Viva! - Bradou o fazendeiro. - O cavalo se recuperou. Vamos fazer uma festa pra comemorar! Mata o porco!”

   Pode ser engraçado, na verdade é, mas quando nos colocamos no lugar do porco não fica tanto assim.
Na vida, muitas vezes somos o cavalo doente, quando parece que não tem mais jeito, aparece um amigo, ou até um desconhecido e nos anima. Vira nosso suporte. Não desiste de nós. Entretanto, quantas vezes somos o porco? Somos o que vira suporte para o outro. Nos importamos com o próximo e não queremos que ele seja “sacrificado”. Então, depois da recuperação do outro, nós que somos sacrificados. Às vezes, como o porco da história, não tínhamos nada a ver com o acontecimento. Estávamos sadios e vivendo bem, “quietos no nosso canto”, mas por alguma razão, você se sentiu obrigado a ajudar. Agora, perante o sacrifício procuramos respostas. Por que eu? Só estava tentando ajudar e sobra pra mim? Por quê? E até o próprio “cavalo” nos mata depois de sua recuperação. Não reconhece que o ajudando, inverte-se a situação, e negligencia a situação.
   Comparando essa situação com a nossa vida, percebemos que realmente isso ocorre conosco. Quantas vezes agimos com boas intenções e nos complicamos? Precisamos entender, que ao ajudar nosso próximo, estamos de certa maneira expostos a esse tipo de situação, e que diante disso, também, não devemos nos fechar no nosso mundo. Devemos sim, estar dispostos, a ajudar nosso semelhante sem pensar em conseqüências. Ser o “porco” requer antes de tudo, amor, disposição, doação. Ajudar a quem precisa, pode nos parecer um desafio, um risco. Mas quem não se arrisca por amor?
Quem não arrisca até evita o sofrimento e o sacrifício, mas não cresce, não ama e não vive.

24 março 2011

O que for pra ser, vigora.

"Se você e jovem ainda, amanhã velho será.
A menos que o coração sustente a juventude que nunca morrerá."
 
Você tem tempo?
O tempo, o trabalho, os estudos. O foco na correria do nosso dia-a-dia nos priva de muito do bom que a vida nos oferece.
Acorda, olha no relógio, levanta correndo, toma um rápido banho mentalizando o cronograma do dia, se arruma pensando em outras coisas que têm que ser feitas. Sai sem mesmo tomar um relaxado café da manhã.
Esse início de rotina diária é o mesmo de muita gente. Da minha. Vivemos um dia agitado em nossas atividades, selam elas escolares ou profissionais.
E nesse vai e vem da correria perdemos um lindo amanhecer, um "bom dia" sorridente aos próximos e tantos outras coisas que se pararmos pra observar, nos faz um bem tão grande.
A dificuldade, hoje, de observar e sentir o que tem de bom em cada dia vem da pequenez de como elas são ou acontecem. Na rapidez com que vivemos, não se consegue enxergar as coisas pequenas no caminho.
Com a tecnologia era pra gente poder ter mais tempo, mas aconteceu tudo ao contrário. Antigamente, se acordava sem despertadores barulhentos e programáveis, fazia um bom café, tudo com calma e tranquilidade. Hoje, nossos celulares já nos acordam, temos cafeteiras elétricas... Não era pra ter mais tempo com tanta facilidade?
Que tal pisar no freio um pouco? Pelo menos, desacelerar. Curta mais a vida. Sinta os prazeres simples que cada dia te propõe. Cada momento é único. Cada dia é singular. O que foi ontem, já foi.
Sorria. Não se aborreça, não fique carrancudo!
Apronte umas, de vez em quando. Se aventure. A vida é muito curta pra ficar perdendo tempo com qualquer coisa. Preocupações que, muitas vezes, não nos levam a lugar algum.
Cante uma música que te alegre. Conte piadas. Não fique preso a uma rotina que só te degrada e te envelhece mais rápido. Relaxe.
Deixa estar. O que for pra ser vigora.

15 março 2011

Correntes

Há um tempo, recebi um email com essas correntes e tinha um texto interessante. Desses autores "anônimos". Era mais ou menos assim:

"Um circo passava uma temporada na cidade. Certa vez, uma senhora notou algo intrigante com o elefante. Ele estava preso apenas por uma corrente muito fina em uma estaca mais fina ainda, fixada não muito fundo ao chão.
Ela, curiosa com a singela prisão do elefante, foi até o chefe do circo querendo saber como o Elefante não fugia! Como um animal de mais de 3 toneladas não escapava de uma corrente tão fraca que até um pequeno cachorro tinha forças pra fugir!?
Sorridente, o chefe do circo explicou que desde que ele nasceu, ele era preso assim. E quando filhote, a corrente o segurava. Ele tentava de todas as formas, mas a prisão era mais forte que ele. Ele cresceu conformado que não tinha forças pra sair dali. E assim, aquele elefante gigante vivia seus dias."

Preso por algo incomparável à sua força somente por um simples motivo, uma atitude do seu dono que na ocasião o derrotou.
Cada um tem sua corrente em particular - acredito até que o plural seja mais conveniente - e vive preso a uma estaca.
Corrente que se formou tão rápido. Por uma palavra, um momento, uma situação presenciada. Um ato. Há aquelas que vão se formando elo por elo. Uma convivência destrutiva, um estilo de vida adotado. Atos. E ainda se vive feliz. Sorridente. A corrente é tão adaptável ao tornozelo que nem é sentida na pele.
Não faltou tentativas de se libertar quando a corrente era nova e seus grilhões eram frios e machucavam a pele. Porém, naquele tempo era impossível se livrar dela. Não tinha forças. Até que foi se acostumando com o espaço limitado e com a ideia - imposta - de que nunca se livraria delas.
Hoje, a corrente é pequena e frágil. Nos libertariamos dela facilmente se a ideia não tivesse enraizado no inconsciente. Um sentimento de derrota porque um dia disseram que você não era capaz. Medo de dizer não por alguma rejeição. Medo do novo só porque um dia você tentou e não deu certo. Essas são algumas correntes.
Na ocasião em que aconteceu, a força era mínima pra fugir dela. Hoje, com certeza, a força é maior.
Olhemos para nossos tornozelos. Identifiquemos nossas correntes. Muitas vezes sabemos que ela está ali, mas não queremos tira-la. A lembrança de que ela um dia foi mais forte impera no subconsciente. Não podemos ficar presos pra sempre. Mesmo sabendo que depois de se libertar da corrente virão novas e a dor será a mesma ou até pior. E, se acaso, conseguir se libertar de todas. De todas mesmo, me ensine.

02 março 2011

Sinceridade. Passe adiante.


Sinceridade. Bom? Ruim? Depende?
De acordo com o Dicionário Aurélio:

s.f. Qualidade daquilo que é sincero; franqueza, lisura de caráter: a sinceridade é uma virtude preciosa. / Palavras, propósitos sinceros: perdoe a minha sinceridade.


Ser sincero com o próximo ou até consigo, não é tão corriqueiro como deveria ser. Claro, que hoje é praticamente impossível ser sincero com tudo e com todos. Na maioria das vezes não o fazemos para não "ferir" o sentimento alheio. Uma roupa inadequada, um elogio, uma atitude, um erro gramatical. Quantas vezes diante de questões diversas, como essas citadas, não somos francos com quem nos questiona? Mas insisto em dizer que a culpa não só de quem não responde.
Não entendo como, onde, porquê as pessoas perguntam querendo uma opinião e não são tão receptivas se o que ouvem não é o que gostariam de ouvir. "-Essa roupa ficou boa? -Tá linda!" Quando na verdade deveria ser: "-Não. Vc nao acha melhor usar algo como..." Nãão. Assim você CHATEIA a pessoa! Então por que ela perguntou?
Quase sempre que estou com meus amigos, ouço que eu sou muito sincero. Questiono se não ajo corretamente. E me dizem que eu sou demais.
Sinceramente, não me acho sincero demais.Só respondo o que me perguntam verdadeiramente.
Discuti esse assunto com a seguinte conclusão: Se não sou sincero, sou falso. Foram totalmente contra mim alegando que não ser sincero era só uma forma de deixar o outro feliz, caso a verdade não o deixasse. Eu ainda não consigo compreender isso. Pode ser até exagero considerar isso como falsidade, mas é o mais próximo que chega.
Uma grande amiga, das poucas e melhores, colocou um piercing no nariz e me perguntou o que eu achava. Disse que tava legal, mas eu achava (e acho) piercings muito "modinha". Diferente do que ela é, uma pessoa incrível com personalidade autêntica. Disse assim. Ela mesmo não ficou chateada, até porque ela é quem mais me diz que sou sincero excessivamente, mas outra pessoa depois, me repreendeu por ter falado aquilo.
Essa amiga sabe, que eu falei não por tentar agredi-la ou diminuir a sua conquista, era só o que eu penso a respeito.
Esse foi só um exemplo. Mas poderia inumerar vários nesse post. Vários acontecimentos pessoais de que, minha sinceridade afetou, agrediu alguém.
Tenho que falar o que a pessoa quer ouvir? Por que não posso responder francamente algo que me perguntam?
Eu chego até perguntar antes de responder algumas pessoas: "Digo a verdade, ou continuamos sendo amigos?" rsrs.

E você? O que está achando do meu blog? Seja SINCERO!


01 março 2011

Amigo Fiel.

Em meu primeiro post resolvi homenagear um grande amigo.
Amigo esse que me ama incondicionalmente.
Que sempre quer me fazer feliz.
Que está comigo há 3 anos.
Amigo que não liga pro meu humor.
Confesso que até me irrita, às vezes.
Já destruiu minhas coisas mais vezes que posso contar.
Ultimamente não tenho o dado a atenção devida. Não tenho demonstrado tanto o amor que sinto por ele. Falta minha.
Mas mesmo assim, ele está sempre feliz em me ver.
Freud. Não é um psicanalista, nem tem tal nome em honra ao pai da psicanálise. Apenas Freud, meu amigo. Meu amigo fiel.

"Um cão nao precisa de carros modernos, palacetes ou roupas de grife. Símbolos de status não significam nada para ele. Um pedaço de madeira encontrado na praia serve. Um cão não julga os outros por sua cor, credo ou classe social, mas por quem são por dentro. Um cão não se importa se você é rico ou pobre, educado ou analfabeto, inteligente ou burro. Se você lhe der seu coração, ele lhe dará o dele." (Marley e Eu)